Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva

A cirurgia cardíaca tradicional, em que o tórax do paciente é aberto para que a equipe médica possa restaurar o órgão que bombeia sangue para todo o corpo, sem dúvida tem ótimos resultados. Entretanto, requer pelo menos 40 dias para a recuperação em virtude da necessidade de cicatrização óssea.

A evolução na cirurgia cardíaca

Agora, graças à tecnologia, a incisão de até 25 centímetros está sendo substituída por uma cinco vezes menor. O cirurgião não precisa mais tocar diretamente o coração do paciente e este pode retomar sua rotina em cerca de 10 dias. Todos esses benefícios são obtidos com a inovadora Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva Videoassistida.

“O cirurgião não precisa mais tocar diretamente o coração do paciente e este pode retomar sua rotina em cerca de 10 dias”

A técnica consiste em uma pequena incisão de cerca de 4 centímetros na região lateral do tórax, pela qual é inserida uma microcâmera que possibilita não só visualizar como restaurar o coração, com a utilização de instrumentos especiais.

“Essa técnica permite uma melhor visualização do órgão, pois vemos o coração através do vídeo de forma ampliada e com maior nitidez”, explica o dr. Robinson Poffo, cirurgião cardíaco e coordenador do Programa de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Para o paciente, há diversos benefícios, como redução do tempo de internação e recuperação e menores riscos de hemorragias, arritmias e infecções, além do ganho estético.

O dr. Poffo já operou cerca de 200 pacientes pelo novo método, com diagnósticos como problemas das válvulas cardíacas, arritmias e algumas cardiopatias congênitas, além de casos selecionados de insuficiência coronariana que necessitam de pontes de safena. Continuar lendo…