Hospital comemora mais de 920 cirurgias com o uso do robô

Da ficção para a realidade, as cirurgias robóticas já conquistaram lugar de destaque na medicina moderna. No Hospital Israelita Albert Einstein isso já virou rotina. Os resultados, obtidos desde 2008, quando foi feito o primeiro procedimento com o da Vinci, consolidam o sucesso da incorporação da tecnologia em intervenções urológicas (466 procedimentos), do aparelho digestivo (279), ginecológicas (148), cardíacas (18), do tórax (8) e de cabeça e pescoço (8). Ao todo já foram realizados 861 procedimentos. Até o fim deste ano, os números totais devem alcançar a marca de 1.000.

Para os especialistas, o futuro promete grandes avanços na cirurgia robótica. Ela está evoluindo para uma segunda geração de um conjunto de equipamentos que vai proporcionar cirurgias feitas totalmente pelo umbigo, sobrepondo imagens de tomografia e ressonância magnética durante o procedimento, guiando o cirurgião de forma mais precisa. Até o fim deste ano, os números totais devem alcançar os 1000 procedimentos.

Saiba mais sobre o uso do robô cirurgião por especialidade:

Torácica – A mais nova conquista foi no ramo das cirurgias torácicas. De acordo com Ricardo Santos, cirurgião e coordenador do Centro de Cirurgia Torácica Minimamente Invasiva do Einstein, o robô proporciona uma revolução, já que o corte no esterno (osso do peito) e nas costelas – que pode chegar a 15 centímetros – é substituído por três incisões entre 3 e 6 centímetros. Além de oferecer ao cirurgião maior destreza cirúrgica e visão tridimensional do local afetado, o da Vinci também traz inúmeros benefícios ao paciente, como menos dor torácica pós-operatória, índices mais baixos de infecção e rápida recuperação.

Cardiologia – As primeiras cirurgias robóticas em cardiologia da América Latina começaram a ser realizadas em março de 2010 no Einstein. Segundo Robinson Poffo, cirurgião cardíaco e próctor da especialidade, as mais frequentes são as das válvulas cardíacas, em torno de 60% das aplicações, principalmente da válvula mitral. O especialista ressalta que a palavra de ordem para iniciar o projeto de robótica na instituição foi planejamento. “Iniciei meus estudos em cirurgia cardíaca robótica em 2002, na Alemanha, e, de lá para cá, foram vários cursos e treinamentos nos Estados Unidos, com o objetivo de obter a certificação necessária para a realização de procedimentos cardíacos utilizando o sistema robótico da Vinci”, diz. Continuar lendo…