Rogério Esteves Salustiano, 34 anos

Nasci com a válvula aórtica bicúspide (ao invés de tricúspide) que foi agravada por uma febre reumática que tive aos cinco anos de idade em decorrência da uma infecção por escarlatina. Desde então meus pais ficaram sabendo do caso e eu fui conscientizado aos doze anos.
Passei a frequentar um cardiologista clínico anualmente e tive uma vida normal, me limitando apenas a não frequentar as aulas de educação física na escola e a não fazer esportes competitivos.
Eu sofria algumas quedas de pressão no decorrer do ano, mas nada muito preocupante, pois geralmente estavam associadas ao calor excessivo ou atividades físicas prolongadas.
No segundo semestre de 2012, com 34 anos, eu comecei a sentir sintomas diferentes, como dores na aorta, no peito e falta de ar.
As atividades diárias comuns como subir escadas e carregar um pouco de peso ficaram complicadas para mim. Meu coração palpitava o tempo todo no peito.
Foi então que comecei a batalha de seis meses procurando um médico cirurgião cardiologista, pois o diagnóstico cirúrgico para substituição valvar já era sabido. Fui a consultas e conversei com mais de cinco médicos.
Finalmente em 28/06/2013 eu entrei em contato com o Hospital Albert Einstein e o Dr. Robinson Poffo. Após a primeira consulta, muito direta e exata, minha decisão já estava tomada. Faltava escolher o tipo de válvula e verificar se a cirurgia minimamente invasiva era possível.
A cirurgia foi realizada no dia 12/08/2013 com substituição da válvula aórtica pelo método minimamente invasivo por uma prótese biológica com tratamento anti-calcificante. Acordei na UTI e já estava me sentindo bem melhor. Meu coração estava parado?? Não… Só funcionando normalmente, batendo do jeito que deveria ser, sem palpitações…
Dois dias depois eu já estava andando pelos corredores do hospital e cinco dias depois da cirurgia eu já estava em casa. Não senti dor alguma em nenhum momento. A fisioterapia cardiorrespiratória ajudou muito. Uma semana depois da cirurgia o Dr. Poffo disse: “Vida normal a partir de agora” e realmente foi o que aconteceu. Duas semanas após a cirurgia eu já estava dirigindo e fazendo longas caminhadas (mais de 5 km). Não encontro mais limitações para realizar as atividades do dia-a-dia. Ando a pé, subo e desço escadas, faço trilhas de bicicleta…
A maior parte das pessoas não acreditou na rapidez da recuperação e no pequeno tamanho da cicatriz no peito (apenas 10 cm). Nem eu acreditava… Só tenho a agradecer ao Dr. Poffo e sua equipe pelo profissionalismo e competência, além do Hospital Albert Einstein pela eficiência, organização e humanismo no atendimento.

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