Sergio Natel Consolin

Esta semana mesmo estava contando todo o processo cirúrgico a um amigo com insuficiência mitral e recomendando o Dr. Poffo.

É uma coisa muito estranha porquê, desde pequeno, sempre tive um medo terrível de um dia precisar fazer uma cirurgia cardíaca. Com isto quero dizer que o diagnóstico cirúrgico me soou quase como uma sentença de morte.

Eu vinha acompanhando a progressão da minha insuficiência mitral com dois cardiologistas clínicos, sendo que um deles me acompanhava há muitos anos e a Dra. Luciana Janot, especializada em cardiologia do esporte, com quem eu havia me consultado pela primeira vez fazia pouco tempo. Ambos foram definitivos no diagnóstico cirúrgico com a diferença que o meu antigo clinico me mandou para um cirurgião tradicional enquanto a Dra. Luciana me recomendou o Dr. Poffo.

Estive com ambos os cirurgiões e, somente pela descrição cirúrgica, não me restou muita dúvida. Creio não ser necessário que eu descreva o que é uma cirurgia de peito aberto.

Quanto à cirurgia minimamente invasiva, da qual eu nunca ouvira falar, a coisa me pareceu menos ruim e comecei a acreditar que poderia viver!

Estive a primeira vez com o Dr. Poffo, e pode parecer exagerado o que vou dizer mas, a segurança e tranquilidade que o Dr. Poffo me passou me deixaram animado.

Eu poderia contar aqui uma longa história das minhas sensações mas tentarei ser sucinto e objetivo.

Fui operado pelo Dr. Poffo no dia 07/08/2012.

Na manhã seguinte, fui removido da UTI – único período difícil na minha opinião – e enviado para um quarto normal, já sem todas as sondas e catéteres que tanto incomodam.

No dia 09/08 pela manhã, com menos de 48 horas do final da minha cirurgia, o Dr. Poffo foi ao meu quarto, talvez pela décima vez em dois dias e, nesse momento, aconteceu o que mais me marcou em todo o processo:

Ao me ver na cama a primeira coisa que ele me perguntou não foi “como está” ou algo semelhante; Ele me perguntou “Posso saber por que você não fez a barba hoje? Com essa barba sem fazer você fica com cara de doente, o que não é o seu caso”.

Por incrível que pareça, ele aguardou no quarto enquanto eu me barbeava. Ao sair do banheiro, ele me perguntou pela minha esposa que havia saído para resolver umas coisas em casa e me disse que, nesse caso, eu deveria ligar para ela e pedir que trouxesse uma muda de roupas pois ele estava me dando alta médica.

Certamente, o Dr. Poffo havia me falado da rápida recuperação, uma das grandes vantagens do processo minimamente invasivo, mas eu não esperava tanto. No mesmo dia fui para casa. No dia seguinte, ou seja, três dias após uma cirurgia cardíaca, eu caminhei na esteira de casa por uma hora, lembrando que, se tivesse feito a cirurgia tradicional de peito aberto, nesse momento, eu provavelmente ainda estaria entubado em uma UTI!!!.

Voltei a trabalhar na segunda feira seguinte, com meu próprio carro, sendo que o outro cirurgião havia me dito que eu não poderia dirigir por aproximadamente dois meses em função da ruptura das costelas.

Com aproximadamente duas semanas eu praticamente não me lembrava de ter sido operado.

Do ponto de vista pessoal, que reputo tão importante quanto o processo cirúrgico, devo acrescentar que jamais havia sido tão bem tratado por uma equipe médica. A atenção e carinho que me foram dispensados pela secretária, equipe cirúrgica e pelo Dr. Poffo em particular, chegaram a me emocionar.

Em tempos de consultas pasteurizadas de dez minutos e médicos cubanos, isso faz uma diferença que, somente quem passa por uma cirurgia de grande porte, entende o valor.

Deixo um abraço a todos e qualquer dia desses volto ao Einstein para um café!!!

 

grande abraço,

Sergio
 
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